terça-feira, 29 de maio de 2012

Mitos da net

Ultimamente, tem se espalhado na net uma grande quantidade de informações que mudariam nossos conceitos sobre tratamentos, escolha de produtos, métodos de hidratação e químicas, entre outros. Muitos deles, mitos.

Muitas informações boas se encontram na net, infelizmente falsas também.

O que não levamos em consideração é a fonte de tais informações, já pus minha opinião em vários lugares, mas tais informações de alastraram com muita força nas redes sociais, onde tudo pode virar moda.

Tudo começou com a história do marketing do shampoo sem sal. Todos passaram a usar shampoo sem sal, depois de um tempo, todos voltaram a usar pq disseram que não havia problema. Afinal, há ou não? Bem, a concentração é pouca nos produtos, qdo não se utiliza cloreto de sódio, utiliza-se outro sal. Tirando o fato do sal se acumular no cabelo, usando um shampoo antirresíduos não há problema.

Em seguida veio a onda do óleo mineral. O óleo mineral é um veículo emoliente e barato, mas não solúvel em água. Todos pararam de usar e ABOMINAM esta substância. Cabelos médios e grossos podem usar sem medo, o produto sai no shampoo e o excesso com antirresíduos. Ele não resseca, não dificulta a absorção dos ativos e pode pesar nos cabelos mais finos, mas em produtos com enxágue, eu não noto nada demais. Ele retém água dentro do fio. Não trata o cabelo, mas evita seu ressecamento.

Os silicones insolúveis em água só deve ser proibido para quem não utiliza shampoo. Eles não fazem mal ao fio, pelo contrário, fazem MUITO bem e são extremamente necessário, pois protegem o fio, retém água, evita sua quebra, evita pontas duplas, lubrifica, doa brilho, mantém as escamas fechada, evita o superaquecimento e plastifica a queratina. SÓ!

E o que mais me deixa indignado, os conceitos passados para o cronograma capilar de hidratação (reposíção hídrica), nutrição (reposição lipídica) e reconstrução (reposição protéica). Bem, de fato hidratação é apenas reposição de água, mas e os outros conceitos? Conceitos criados por leigos e postados na internet que logo se espalharam. Nutrição é assimilação de nutrientes, nesse caso os nutrientes pode ser água, minerais, óleos vegetais, proteínas, enzimas e qualquer outra coisa que o cabelo necessite. Reconstrução necessariamente é feita com proteínas, tendo em vista que outros nutrientes são vitais para a saúde do fio quimicamente danificados, como o selamento da cutícula, retenção de ativos, redução da porosidade, evitar a oxidação, entre outros.

Daí o verdadeiro cronograma deveria ser separados nas tais reposições ao invés de conceitos errados. Além do quê, os cronogramas pre-fabricados não atendem as necessidades dos diferentes tipos de cabelos.

Tentem peneirar as informações, pesquisar, ver lógica no que se faz. Se seu fio está emborrachado, porque você vai esperar um mês para repôr queratina? Onde é que já se viu um cabelo emborrachado usar  queratina uma vez por mês? Francamente, isso não existe. Além do que, os produtos acessíveis não possuem queratina o suficiente para dar excesso.

Obrigado.

4 comentários:

  1. Miguel, mas apesar do erro do conceito em si, vc acha que vale a pena seguir um cronograma? Dividindo as reposições em hídrica, lipídica e proteica separadamente? Vc faz isso?

    Obrigada,

    Daniela.

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  2. Daniela, pra falar a verdade, é tudo muito relativo de acordo com os cabelos e com os produtos. O RMC da Amend, por exemplo, já faz os três passos em um só tratamento, pois ele faz a reposição hídrica, lipídica e protéica. Hoje em dia, achar um produto que exerça APENAS uma das reposições é muito difícil.
    Mas pra um cabelo danificado, por exemplo, vale a pena procurar máscaras ricas em lipídeos e usá-las depois de uma umectação, e passar para o próximo passo, com uma máscara rica em proteínas. Isso é importante pq o lipídeo é capaz de reter água e demais nutrientes no fio. Seguir um cronograma é importante sim, mas vejo o ritual como uma espécia de remédio manipulado, onde o tratamento é feito exclusivamente para aquele tipo de cabelo. É preciso saber o que sobra e o que falta no fio, para saber o que repor. Um cabelo oleoso, por exemplo, pode pular algumas etapas de reposição de lipídeos. Entende o que eu quero dizer? Não adianta fazer um calendário universal, é preciso saber o que você precisa e dar isso ao seu cabelo.

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  3. Gostei do seu texto. não somos especialistas em coisa alguma né... mas adoramos uma "corrente" q nos diga: vá lá, é assim, assado. facilita nosso trabalho de pesquisa. é pura preguiça de estudar sobre o assunto. então na dúvida sigo não um cronograma imposto por alguém, mas pelo meu próprio cabelo. ele me diz quais as necessidades dele. algumas vezes erro na interpretação, outras acerto, repito os acertos, elimino os erros, e com isso, meu cabelo nunca esteve tão feliz. e eu também.

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    1. faz bem, Emanoela. Como digo, tratamento pra cabelo deve ser como remédio manipulado, tem que ser adapatado às necessidades do seu fio, tanto na escolha dos ativos, quanto das marcas, pois sabemos que umas são mais concentradas qeu outras e que o excesso tb prejudica. Temos que repetir mesmo nossos acertos e levar em consideração que nossos erros podem vir de uma maneira incorreta de usar o produto ou da falta de necessidade ele. Temos que estar sempre antenados, pq nesse mundo de cabelo TUDO muda o tempo TODO.
      Beijos

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