sábado, 17 de dezembro de 2011

O óleo de argan e rápida resenha sobre a Restoroative Mask da Moroccanoil

Boa noite, inferno.

Quem é ligado em cosméticos para os cabelos com certeza já notou a nova mania do óleo de argan. Sobretudo depois do lançamento da tão queridinha marca Moroccanoil, da qual tratarei mais pra frente dessa postagem.


O óleo de argan já garantiu espaço na composição de diversos produtos. Conhecido como "ouro do Marrocos", o óleo é extraído e processado manualmente pelas mulheres da Cooperativa Targanine. Os frutos nascem entre julho e agosto, são colhidos e descascados para retirar a noz. Esta é esmagada até que se obtenha o líquido.

Quem tiver intenção de economizar e esmagar a semente em casa, vai precisar viajar até o Marrocos, pois curiosamente há uma grande incompatibilidade de solo da planta, de modo que ela só nasce em Essaouira, no sul do país africano.



80% da composição do óleo de argan são ácidos oleico e linoleico como o ômega 3, o ômega 6 e várias vitaminas. Possui também um alto poder de hidratação. Ele age sobretudo em cabelos secos e com pouca elasticidade, consegue penetrar com facilidade na fibra capilar e não pesa sobre os fios, além de ter propriedade hidrofóbicas, repelindo a água.

O tal óleo conseguiu ganhar ainda mais visibilidade após o lançamente da marca Morocannoil, uma linha de produtos para cabelos toda a base de óleo de argan, além de ser vegan e ecologicamente correta. Os shampoos da marca são livres de sulfato, ideal para cabelos coloridos, frágeis e cacheados. A marca está sendo cada vez mais conceituada no mercado internacional, sendo usada por diversas celebridades (como Angelina Jolie) e vendida a um preço muito pouco acessível, hehe.



A marca possuia duas máscaras, a Intense hydrating e a Restoroative, a primeira é hidratante, para cabelo secos, a segunda é reconstrutora para cabelos danificados. Contudo, recentemente a marca lançou uma nova máscara, a Weightless hydrating, para cabelos finos e ressecados.


Testei a Restoroative Mask... então vamos lá.


Bem, o cheiro é uma coisa do outro mundo. Tem um cheiro refinadíssimo, meio adocicado, mas não enjoento e que fica no cabelo. Impossível descrever, a sensação de cheirar moroccanoil é única. Não há nada que se compare.


A textura é terrível... parece uma espécie de pasta, muito consistente. Tão consistente que vc não consegue massagear no cabelo. Sério, é um ponto que a marca poderia dar uma melhorada. Máscara consistente não é sinônimo de máscara boa ou de concentração de ativos. Não é exatamente desembaraçante, nem prazeroso de passar no cabelo. O efeito desembaraçante é no enxágue.


Após 5 minuto, o tempo de ação da máscara (ponto positivo), o cabelo fica levíssimo, completamente realinhado, as pontas melhoram drasticamente, o cabelo fica com um brilho incrível e muito, mas muito macio e hidratado. Contudo, eu esperava mais do seu poder reconstrutor. Embora reconstrua, eu não senti aquele encorpamento típico da reconstrução, não senti os fios mais fortes com o passar das aplicações. Contudo o cabelo ficou muito macio, o efeito dura várias lavagens.


Ponto negativo - o preço. Eu achei e consegui calcular que custa em média R$200,00. Já achei por R$170,00 e por R$250,00. É questão de saber procurar pra conseguir um preço legal. Quem puder comprar no exterior, melhor anda.

A rendibilidade dela não é lá essas coisas, rende pq vc fica com pena de passar muito no cabelo, haha.

No quesito reconstrução, a Age Recharge ganha da Moroccanoil. Contudo a sensação que vc tem de passar Moroccanoil no cabelo é muito boa. O lado fútil da gente acaba gritando e vc quer que todo mundo sinta aquele cheiro delicioso que fica no seu cabelo... e de fato, é de chamar atenção o cheiro.



Enfim, a máscara é ótima, muito boa mesmo... mas não compensa o preço! Quem quer reconstruir o cabelo, vale mais a pena comprar a máscara k-pak da Joico que há 8 anos ganha o prêmio de melhor reconstrutor do mundo e é bem mais barata que a Moroccanoil.

Beijos e até a próxima.
XD

P.S. - Ah, fiquei super feliz de ver que chegamos à 1.000ª visualização com a 9ª postagem. Vou tentar me dedicar mais ao Blog.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Alisamento e bases químicas

Boa noite inferno! =D



Estive meio parado com o blog, mas me surpreendi ao ver o número de visualizações e achei que devi algo novo e elaborada aos leitores, leitoras e leiteros.

Estava com várias idéias de postagens, mas resolvi fazer o seguinte, vou começar pelo básico. Tive vontade de falar sobre escovas progressivas e inteligentes, desolorações, ativos de produtos químicos, etc. Mas resolvi fazer uma série de postagens explicando o básico e como tais químicas agem, dessa forma fica mais fácil falar de ativos, manutenção, tratamentos e novidades em postagens futuras.

Na postagem de hoje vou falar sobre alisamento.

Como todos sabem, ter cabelo liso é quase uma regra imposta. O bonito é o cabelo liso, certo? Errado! Sou fã incondicional de cachos e volume. Por outro lado a pessoa deve usar o cabelo como se sente melhor, seja liso, cacheado, ondulado ou careca. Enfim, não tô aqui pra falar sobre isso, mas sobre alisamento.

Quando se fala alisamento, se fala de ALISAMENTO DEFINITIVO, não entra aí escova progressiva-inteligente. No máximo se pode falar de escova definitiva, na qual se usa creme alisante, mas vou falar sobre ela em outra postagem.

Existem no mercado vários tipos de alisante, com o mais diversos ativos. Todos agem mais ou menos da mesma forma, quebrando ligações, amolecendo a queratina e permitindo que se molde o cabelo da maneira que você deseje - LISO. É, eles "permitem" que vc molde como você deseja, mas só é usado pra alisar, haha.

O alisante é usado basicamente no alisamento e no relaxamento. Enquanto alisamento alisa (OH!), o relaxamento apenas diminui o volume, abre cachos ou cria ondas largas. A diferença do processo está basicamente na técnica - o alisamento requer um penteado mais forte e maior pressão, enquannto o relaxamento é mais suave. O tempo de ação do produto também é diminuído pela metade. Vale lembrar que relaxamento e amaciamento é a MESMA COISA. Embora amaciamento seja um termo que tenha caído em desuso... talvez pq a última coisa que um creme alisante faça, seja deixar seu cabelo macio. Mas enfim... explicada a diferença entre as técnicas, vamos ao que interessa!

O modo como alisante age, depende da base química usada no produto. Podemos citar duas categorias: os alisanete a base de tioglicolato de amônia e alisantes a base de sair metálicos. Há também quem use uma receita de sabão com melancia pra alisar, rola aí na internet, mas é complexo demais pra mim.

O alisamento com tioglicolato de amônio é o mais usado, portanto vou começar por ele. Consiste numa mistura de ácido tioglicólico com hidróxido de amônia (quem diria?), proporciona um processo mais brando e menos agressivo que os produtos a base de sais metálicos.

Funciona da seguinte forma: aplica-se o produto com tioglicolato e dá uma pausa que vai de 10 a 45 min, dependendo da resistência do fio. O tempo é determinado no teste de mecha. Nessa pausa ocorre a quebra das pontes de cistina (são as ligações fortes do fio) entre as fibras do cabelo. Isso torna o cabelo mais maleável, permitindo que seja alisado. No processo de alisamento, deve-se ficar penteando o cabelo. Bom senso não mata ninguém - não fiquem penteando com o produto no cabelo o tempo inteiro, se o fizer é claro que o cabelo vai esmigalhar. Basta pentear quando aplicar o produto, mais um vez pra realinhar e depois ficar realinhando com a parte detrás do pente.

Após o alisamento, deve-se usar o neutralizante, que neutraliza a ação do produto, fixa a nova forma e ajuda a reconstruir as pontes que foram quebradas. Normalmente se usa peróxido de hidrogênio nesse produto, por isso ele quase sempre vai ter cheiro de água oxigenada.

Os alisante com sais metálicos se dividem ainda em duas categorias: os "com soda" e os "sem soda".

COM SODA - utilizam hidróxido de sódio (a queridinha soda cáustica) ou de potássio. Estas ainda se dividem em:
- de base: requerem que se aplique uma base de proteção no couro cabeludo antes do processo, pois possuem baixo teor de óleo e potencial irritante. Não é querendo assusta, mas causa queimaduras fortes devido ao ph muito elevado, hehe.
- sem base: devido ao alto teor de óleo, não se faz necessário aplicar a proteção no couro cabeludo.

SEM SODA - não apresentam as conhecidas sodas. Esta pode ser dividida em:
- sem mistura: utiliza normalmente hidróxido de lítio e também pode ser com ou sem base.
- com mistura: mistura-se uma base cremosa que contém hidróxido de cálcio e um ativador com carbonato de guanidina antes de se aplicar no cabelo. Também pode-se misturar iminouréia com hidróxido de magnésio. Quase sempre são formulados para uso sem base.

O alto ph do alisante a base de sais metálicos quebram as pontes iônicas (ligações médias), dando maleabilidade ao fio, permitindo o alisamento. Contudo, o ph muito alto quebra também as pontes de cistina, desse modo esse produto é bem mais agressivo. A neutralização restabelece o ph natural do cabelo, contudo reconstrói apenas as pontes iônicas e de forma ineficaz ainda por cima. Desse modo, nem todas as ligações médias são reconstruídas e as pontes de cistina ainda continuam quebradas.

O alisamento, dependendo do produto e da técnica, pode ser a química que mais agrida o cabelo. E não me refiro apenas aos sais metálicos.

O cabelo tem sua estrutura completamente modificada, é preciso  uma intensa reposição protéica. Não é só uma vez não, mas toda semana, senão é ir pra academia uma vez e achar que vai emagrecer. Se não for tratar, é melhor nem fazer o alisamento.

Existem produtos específicos para cabelo alisados, mas normalmente eles só acentuam o efeito liso, não são reconstrutores o suficiente. Obviamente, produtos a base de queratina sempre ajudam. O próprio Repositor de Massa Capilar e Queratina da Amend (o RMC azul) é uma ótima pedida. O fluído de reequilíbrio estrutural da Aquaflora e a máscara Nutrição Celular também são excelentes e com preços acessíveis. Mas se você for rica, usar o kit K-Pak da Joico ou a Age Recharge da Kerastase não leva ninguém pra o inferno! O mercado está atolado de bons produtos a preços medianos e até alguns que são baratinhos. Dá sim pra manter o cabelo saudável, eu passei metade da minha vida fazendo uma descoloração por semana e usando só produtos de perfumaria. Há pouco mais de um ano que comecei a investir em produtos profissionais, mas já usei muitos que não chegam aos pés da Amend e Acquaflora. A própria Absolut Repair foi dinheiro jogado no lixo. Até algumas receitas caseiras valem a pena. O importante é não descuidar do cabelo após o alisamento. Se sua intenção ao fazer a química era ficar bonita, vale lembrar que só vai funcionar se ficar tratando do fio.

Mas vamos deixar a manutenção para outra postagem.
Até a próxima.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

(rápida) RESENHA: Shampoo e condicionador Silk Moisture - Senscience

A desgraça não tem limites, já dizia Clarice Lispector.

Como alguns de vocês já devem saber, a L'oreal é a empresa de cosméticos que mais investe em pesquisas e aptentes (pelo menos foi o que li pela net), seguida pelo laboratório Shiseido. É este laboratório que fabrica a Senscience. A Senscience, por sua vez, possui a Liquid Lucury Collection. Uma vez que uma coleção se taxa de luxúria líquida, você deve esperar um resultado e cheiro de outro mundo, não?

Foi pelo menos o que esperei ao usar o shampoo e condicionador Silk Moisture.

Bem, o que promete:
shampoo
Fornece uma rica e exuberante espuma que suavemente limpa enquanto repõe as proteínas perdidas normalmente encontradas no cabelo. Hidrata o cabelo que está debilitado por modelagem térmica, fatores do meio ambiente e processos químicos. Traz o cabelo seco e danificado de volta à vida.
pH 5.0 – 6.0

condicionador
Desenvolvido para intensificar os benefícios dos agentes condicionadores. Balanceia a penetração dos agentes condicionadores especialmente necessários para a porosidade irregular do cabelo seco e danificado. Fortalece o cabelo através da infusão do Complexo Vitalock-6 nas fibras internas, reforçando cada fio. Deixa o cabelo completamente condicionado com uma sensação sedosa e de beleza.
pH 2.7 – 3.7

(retirado do site da marca)

Bem, no meu post vou me limitar APENAS ao shampoo e condicionador Silk Moisture.

Apesar de ter cabelos finos, foi a linha que tive oportunidade de testar e resolvi não dispensar. Bem, é apenas uma resenha rápida...

O shampoo tem cheiro de produto bem popular... sério, poderia ser shampoo Seda, haha. O cheiro é broxante... e o resultado pior. Ele é daqueles que deixam o fio meio poroso na lavagem, você sente tudo se abrindo. Parece anti-resíduos. Na verdade já usei anti-resíduos mais hidratantes que esse shampoo, haha.

O pior é que o condicionador não consegue dar conta do recado. Parece que tu tá passando um creminho fuleragi que nem sela os fios. Sério. Eu esperava MUITO mais de um condicionador que carrega o nome Senscience e mais ainda do laboratório Shiseido.

Devo levar em consideração que a Silk moisture visa os cabelos grossos e meu fio é absurdamente fino. Mesmo assim, não senti poder hidratante prometido.

Dou nota 3 pra essa duplinha. Não recomendo pra ninguém que eu goste!

Muito melhor o Extra Rich da Wella Professionnel, além de BEM mais barato.

Boa tarde.

sábado, 15 de outubro de 2011

Resenha: Shampoo Oiliss (L'oreal Professionnel série Nature) e Máscara Age Recharge (Kerastase Paris)


Venha por meio deste dar minha cara a tapa para a L'oreal. hahaha
Sempre deixei bem claro que não gosto dessa marca, tendo um efeito mais de maquiagem do que de tratamento mesmo, sobretudo a linha Absolut Repair (em especial a máscara).

Contudo ontem eu achei o Shampoo Oiliss da série Nature da L'oreal Professionnel. Acabei ficando tentado e não resisti. Acabei levando. A série Nature da l'oreal é toda ecologicamente correta, feita com ativos orgânicos e talz. Enfim, essa nova onda que chegou de fazer tudo de maneira sustentável. Francamente, espero que essa moda tenha chegado pra ficar.

Bem, vamos ao que importa. O que a marca diz:
"Os óleos verdes de abacate e semente de uvas do shampoo suavizante Oiliss foram selecionados devido às suas propriedades nutritivas e por alisarem a superfície dos cabelos secos e indisciplinados."

O que achei: Maravilhoso. Esse shampoo não resseca nada o cabelo. Deixa o cabelo super hidratado e tem um poder de limpeza melhor que o Absolut Repair. Mas como meu cabelo já é liso, não tive como notar diferença no resultado.

Mesmo assim, ele está recomendadíssimo e já entrou na minha lista de queridinhos. No site da l'oreal professionnel não consta a linha Oiliss nem muitas informações sobre a série Nature, mas pelo que vi, essa linha não contém condicionador. É apenas shampoo, máscara e uma espécie de serun sem silicone, haha. O shampoo sai por volta de R$55,00, está na mesma faixa de preço dos outros shampoos da marca, também contém sal e soda cáustica. Não é livre de sulfato.

Também nunca fui muito fã das máscaras da L'oreal. Já tive a oportunidade de testar, uma vez, a Masquintense da linha Kerastase Paris, a linha da luxo da L'oreal. Francamente, a mesma coisa que passar água. Contudo, graças a uma amiga, estou tendo a oportunidade de usar a Age Recharge, máscara da linha Resistance da Kerastase.

"A linha Résistance foi desenvolvida para reconstruir duplamente os cabelos enfraquecidos, reforçando a entrutura do fio, protegendo e restabelecendo a displina dos cabelos, proporcionando brilho intenso."

O que diz a marca:
"Máscara Raffermissant para Cabelos em Perda de Matéria (para cabelos finos, desvitalizados e enfraquecidos). Desde a primeira aplicação, o cabelo se transforma, recupera sua matéria interna, ganha solidez, densidade e vida.

Tal como a pele, os cabelos também sofrem o efeito do tempo. Com o passar do tempo, o cimento intercelular, que garante a coesão das células no interior do cabelo e da sua camada superficial, tende a desagregar-se. Os cabelos ficam desvitalizados e frágeis, perdendo tudo aquilo que os tornava belos: a vitalidade, o brilho e a elasticidade.
A textura surpreendente, entre creme e gel, consegue a proeza de combinar a riqueza extraordinária dos ativos a uma leveza inédita. Densa e cremosa, penetra e atua em profundidade nos cabelos, sem torná-los pesados"
Bem, a máscara tem uma textura estranha em gel, é ruim para massagear, mas dá pra dar um jeito.

Ela contém como principais ativos a ceramida, proteína do trigo (que tem grande afinidade com a queratina), derivado de vitamina E e silicone (ahan). Também possui cera de candelila, a mesma presente na Absolut Repair. Enfim, o que achei: uma das melhores máscaras reconstrutoras que já usei. Ela deixa o cabelo completamente alinhado já na primeira aplicação. Deixa ele BEM mais encorpado. Porém MUITO duro, é necessário um condicionador bem emoliente após o uso. Ela tem um cheiro discreto e gostoso. É impossível não se sentir podre de rico usando e a embalagem parece uma esmeralda. O tempo de ação é de 5 min. Usei ontem, meu cabelo tá TODO no lugar ainda, parece que nem é entupido de química.

O problema é que por melhor que seja, não vale o preço. Sai mais caro que comprar a máscara da linha K-Pak da Joico, que há 8 anos ganha o título de melhor reconstrutor do mundo e contém 3% de queratina humana. Eu já achei essa máscara na net por até R$248,00... mas também foi um exagero, o preço médio na net tá de R$180,00. Vale a pena para quem tem cartão de crédito internacional que compra bem mais em conta, mas ainda assim não sai barato.

A máscara rende HORRORES, me surpreendeu nesse quesito. Parece que o cabelo se desembaraça só de você abrir a embalagem, haha. Para encerrar, a fórmula da máscara:

Aqua/Water, Hydroxypropyl Starch Phosphate, Quaternium-87, Stearyl Alcohol, Behentrimonium Chloride, Amodimethicone, Candelilla Cera/Candelilla Wax, Methylparaben, C11-15 Pareth-7, C12-16 Pareth-9, Glycerin, Trideceth-12, Tocopheryl Acetate, Citric Acid, Chlorhexidine Dihydrochloride, Hydroxypropyltrimonium Hydrolyzed Wheat protein, 2-Oleamido 1,3-Octadecanediol CI 42090/ Blue 1, CI 19140/ Yellow 5, Fragrance
Espero ter sido útil. Em outra oportunidade falo mal da Masquintense.
Beijo e queijo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Resenha: Absolut Repair - L'oreal Professionnel - Série Expert

Bem, eu demorei a fazer uma postagem sobre essa linha em todas as postagens que já fiz em todos os blogs, simplesmente porque não sou nenhum fã da L'oreal. Pelo contrário, acho que ela está longe de estar no patamar de "uma das melhores marcas que conheço".

Obviamente eu me refiro à linha de tratamento da Série Expert. Já tive oportunidade de testar ainda kerastáse e matrix, ambas do Laboratório L'oreal. Matrix é muito boa, tem um serun maravilhoso. Já a Kerastase é mais fraca de caldo de bila, pelo menos a máscara Masquintense. Mas não estou aqui pra falar de toda a L'oreal, mas apenas da linha Absolut Repair.

Um dos motivos que resolvi fazer logo essa resenha é que a L'oreal lançou a Absolut Repair Celular. Não espero que chegue ao Brasil tão cedo, tendo em vista o descaso do Laboratório com um dos maiores mercados consumidor de beleza do mundo. Pois bem, imagino que essa linha venha a substituir a Absolut Repair convencional, mas ainda não tenho certeza por motivos óbvios.

A linha promete reparar completamente os danos do cabelo e se diz rica em ceramida, ceras vegetais e filtro UV. Apesar de empregada no plural, a máscara só possui UMA cera vegetal, a cera de candelila. Quem já teve a oportunidade de ler a fórmula, pode perceber que ela não possui nada de proteína, são só lipídeos. A ceramida é um ativo responsável por selar as escamas e evitar que o cabelo perca os nutrientes. Pois bem, irmão, vos pergunto: de que adianta passar ceramida num cabelo que não tem PORR* NENHUMA pra perder? A ceramida, por si só, não reconstrói o cabelo. Só faz sentido se houver pelo menos uma reposição protéica atrelado ao ativo. Em outras palavras, só pela fórmula, noto que a Absolut Repair funciona como maquiagem. Ela mais evita danos do que os repara.

A linha é composta por Shampoo, condicionador, máscara, creme para pentear, termorreparador (Termo Repair), ampolas (Power Repair B e Renew C - esta em bisnaga) e serun. Já tive oportunidade de testar shampoo, condicionador, máscara, Power Repair B e serun. A Renew C e os dois cremes sem enxágue não serão opinados.


Shampoo - tiro o chapéu. O shampoo é MUITO bom. Ele é ótimo para aquele cabelo em petição de miséria, pois não resseca e não embaraça nada. Foi um dos shampoos mais hidratantes que já usei e tem um bom rendimento. Custa cerca de R$55,00 para o consumidor final. Dá pra encontrar mais barato, sobretudo se você tiver cartão de crédito internacional. Lembrando que quem for na Europa pode comprar até em supermercado a embalagem de 1L, haha.

Condicionador - Passe água no cabelo! O efeito é o mesmo, ahahaha. O condicionador é absolutamente fraco. Não tem nenhum poder desembaraçante. Só passa por causa do shampoo que não embaraça. Para o consumidor final sai por cerca de R$65,00.

Máscara - Os R$120,00 mais mal gasto da minha vida! Não sei onde estava com a cabeça de comprar logo a embalagem de 500g. Ela é MUITO RUIM. Deixa o cabelo pesado e meio armado ao mesmo tempo. Deixa aquele toque meio áspero. É horrível para massagear de tão consistente e tem um péssimo rendimento. A longo prazo até deixa o cabelo hidratado, mas a proposta da máscara não é HIDRATAR, mas sim REPARAR. Na boa, a Midollo di bamboo da Alfaparf dá de 10 a 0.

Ampola Power Repair B - Essa ampola é boa. Custa entre R$13,00 e R$18,00 para os desafortunados cearenses. Em SP você compra pela metade do preço. A ampola promete reconstruir as ligações lipídicas do fio. Ela deixa o fio mais encorpado e bem macio. Rende muito. Vale a pena experimentar.

Serun - O serun é MUITO BOM! Dou o braço a torcer - os seruns da L'oreal são perfeitos. Contudo não acredito que valham o preço, tendo em vista que já usei coisas da mesma qualidade e mais em conta (Cristalli Liquidi e Opti.smooth da Matrix, haha). Tem um rendimento bom. Possui álcool, não é todo serun com álcool que é bom. Mas os da L'oreal são. 

Resumindo - a linha possui bons e maus produtos. Quem é fã da Absolut Repair tente experimentar a Xtreme Repair da Doctor Hair. Essa dupla de shampoo e condicionador é que tratam o cabelo de verdade! 

Como não tenho nenhum respeito pelos meu colegas, serei bonzinho com os meus leitores e vou postar o passo-a-passo da Cauterização Molecular:

1. Lavar com shampoo Pure Resource. Enxaguar.
2. Aplicar Renew C.
3. Massagear, para uma melhor distribuição e penetração do produto.
4. Retirar cerca de 80% da umidade com secador.
5. Passar a chapa para selamento térmico, de forma a ampliar a durabilidade do tratamento.
6. Umedecer o cabelo e aplicar shampoo Absolut Repair. Enxaguar.
7. Retirar o excesso de água. Aplicar Power Repair B, mecha a mecha. Enxaguar.
8. Distribuir sérum Absolut Repair nos cabelos enxutos, mecha a mecha, especialmente nas partes mais danificadas.
9. Escovar.
10. Finalizar com sérum Absolut Repair, para selagem das pontas duplas e intensificação do brilho.  

Quem gostar da linha aí está os passos. É bem simples de fazer, o problema está em ter todos os produtos. Mas o Pure Resource pode ser trocado por um shampoo anti-resíduos convencional.  E no lugar de escovar com o serun, eu usaria o Termo Repair, já que ele reforçaria o procedimento, que teoricamente é pra cabelos pra lá de detonados. O problema é que cabelo pra lá de detonado nem aguenta prancha, haha.

Boa tarde
XD

domingo, 25 de setembro de 2011

Sobre os seruns, silicones, reparadores de pontas e o diabo a quatro!

Segundo o bom e velho Wikipédia:     
  
“Derivado do cristal de rocha quartzo, é considerado produto inorgânico; devido a isto, tem como uma de suas principais características, a vida útil mínima de 10 anos. Os silicones são altamente resistentes ao ultravioleta e intemperismos, tais como efeito ozona, altas ou baixas temperaturas ambientes (em geral de -45 a +145°C). Tecnicamente chamados de siloxanos polimerizados ou polissiloxanos, eles são polímeros mistos de material orgânico e inorgânico com a fórmula química [R2SiO]n, onde R = grupo orgânico como metil, etil, e fenil. Esses materiais consistem de um esqueleto inorgânico silício-oxigênio (…-Si-O-Si-O-Si-O-…) com grupos laterais orgânicos ligados aos átomos de silício. Variando o comprimento da cadeia principal, o tipo dos grupamentos laterais e as ligações entre cadeias, os silicones podem ser sintetizados com uma grande variedade de propriedades e composições. Podem variar de consistência líquida a de gel, borracha ou plástico duro. As características físico-quimicas das siliconas são especialmente determinadas pelo fato da grande mobilidade da sua cadeia, uma vez que o impedimento espacial é pequeno neste grupo de produtos.”

Só pra ter uma noção geral. No mercado de cosméticos (mais especificamente o ligado aos cuidados com os cabelos), existem inúmeros tipos de silicones, cada qual com sua característica. Um dos mais comuns, por exemplo, é o dimeticone, que proporciona um toque macio, mas infelizmente é um produto insolúvel em água quando sozinho (sempre que na formução vier “dimethicone *****, ele já se torna solúvel). Venho notando que nos seruns, o Fenil trimeticone também vem se tornando cada vez mais comum, já que é uma das substâncias conhecidas que mais conferem brilho ao cabelo.

Hoje eu resolvi falar de algo que anda deixando muita gente com a pulga atrás da orelha: o uso de silicone no cabelo. Depois da popularização do No Poo (técnica de lavagem com condicionador que não possua silicone insolúvel em água – para cabelos cacheados), o silicone tem sido vítima de algumas injustiças (pobre sisi, haha). Muitas marcas, principalmente as vegans, andam deixando de usar silicones em sua formulação, o termo “silicone free” tem se tornado cada vez mais comum, quase um “sem sal” da vida. A verdade é que o silicone não prejudica em nada o cabelo, pelo contrário ele é indispensável! Só quem pode se dar ao luxo de deixá-los de lado, são as adeptas do No Poo. Quanto a nós, meros mortais destituídos de cachos definidos, podemos sim usar silicone, já que utilizamos shampoos para lavar os cabelos – ou melhor, usamos sulfato. Vale ressaltar que quem usa shampoo sem sulfato, deve evitar o uso de silicones insolúveis em água. O ideal era que eu disponibilizasse a lista dos solúveis e insolúveis, mas como estou extremamente intolerante, deixarei que a cara leitora deixe de preguiça e procure no google, ou espere pela minha boa vontade, que será em breve. Quem sabe ainda hoje? Haha.

Enfim, não vou me deter muito nessas técnicas de lavagem. Hoje vou falar apenas sobre os seruns/silicones/reparadores de pontas/minâncora, ou como um colega de trabalho fala: aquele oleozinho! Vou falar da importância do silicone e como ele pode ajudá-la a subir na vida, como escolher um bom produto e recomendar alguns que já usei.

Vamos lá: o silicone possui uma função muito parecida com a ceramida (a L’oreal que me perdoe) – selar as escamas e evitar que o cabelo perca nutrientes (sim, o amado ativo de quase todos os produtos da L’oreal Professionnel que nós compramos caríssimo só faz isso, sinto muito). O silicone ganha mais pontos no meu conceito, não apenas por ser um ativo mais barato, mas também por ter algumas vantagens sobre a ceramidas maldita. Ele ajuda a reter líquido dentro do fio, impermeabilizando-o, preechendo lacunas de falhas na cutícula, deixando-as seladas e evitando que se abram novamente. Só por isso, o produto já se torna indispensável para cabelos com química, ressecados e tingidos. Embora o silicone não restaure pontas duplas (só a tesoura o faz), ele impede que elas se formem.

Sempre é uma boa dica usar silicone ao finalizar uma escova ou ao fazer uma reconstrução, já que o cabelo poroso absorve e perde queratina muito rapidamente. Assim o silicone selará a queratina lá dentro. Funcionaria quase como uma cauterização, mas sem fonte de calor. Embora eu deva dizer que acho cauterização uma reconstrução muito grosseira, indico apenas para fios que não estejam tããão danificados. Dependendo do estado, até piora a situação. Mas isso é cena de outro capítulo.

O silicone também é o produto ideal para proteger o cabelo do calor do secador. Ele se distribui com facilidade e de forma uniforme sobre o fio, além de distribuir melhor o calor e fazer com que o fio demore mais para aquecer, evitando quebras e danos. Ele também impermeabiliza o fio, evitando que a umidade do ar interfira no resultado da escova.

Ao escolher um silicone/serun, a primeira coisa que eu olho é se tem óleo mineral/parafina líquida na fórmula. Se tiver, eu dispenso de cara. Em seguida olho a textura. Se for muito consistente (grosso), também dispenso. O serun, quanto mais leve, melhor. Deixa o cabelo mais solto, com mais leveza e mais brilho.
Um dos meus seruns preferidos é o da linha Smooth.care da Matrix. Ele é levíssimo e tem um cheiro de um perfume que vira e mexe eu sinto na Meet, haha. É rico em ceramida (a patenteada pelo laboratório L’oreal) e óleo de semente de damasco. Possui dimeticone, que é insolúvel em água. Não é liberado para os adeptos do No Poo. Esse serun é um dos melhores que já usei. Custa por volta de R$59,00. O melhor redimento que já vi. Os seruns da Phytoervas tem um efeito bem próximo com a vantagem de custar R$15,00.
Outro maravilhoso é o Cristalli Liquid da Alfaparf Milano. É rico em óleos vegetais, sobretudo o de linhaça (a linha é Semi di Lino, né?), possui silicones bem leves. O cheiro é delicioso, espalha super bem e é um dos que já usei que mais proporciona brilho. O fio fica absurdamente macio ao toque, a ponto de você não parar de passar a mão. A desvantagem dele é o rendimento. Rende pouquíssimo. Comprei por R$65,00 num salão.

Mais um que recomendo é baratinho: Color Shock da Vive. Ele é líquido, em spray. Não possui água. Tem um aspecto meio oleoso, mas não possui óleo na composição. Apenas silicones e conservantes. O cheiro do produto é meio neutro. Possui filtro solar. É o serun que proporciona mais brilho ainda que o Cristalli Liquidi. Tem que ser usado com cuidado, se borrifar de perto, vai ficar com aspecto estranho. Recomendo borrifar na mão e depois aplicar no cabelo. Fica inacreditavelmente sedoso. Custa em torno de R$22,00.
Por último, o salva vidas. Vos apresento o Sealed Ends Repair Rescue da Schwarzkopf (escrevi sem olhar, nada de copiar e colar, hahaha). Esse é o único que tem um efeito melhor quando usado no cabelo molhado, diferente dos outros que fica melhor nos cabelo secos. Normalmente eu uso ele até mesmo antes de um leave in. É rico em proteínas vegetais hidrolisada e tem uma textura meio cremosa, que vira algo mais siliconado quando se esfrega nas mãos. A desvantagem é que tem glicerina, que “chupa” a umidade do ar, não é bom usar na escova. Se bem que o silicone em si, já resolve esse problema!

Não tive muito tempo pra elaborar esse post, mas espero ter sido de ajuda. Qualquer dúvida será respondida nos comentários.
Fazia tempo que não postava, mas vou fazer o possível para o blog continuar funcionando. Até mesmo pq teve uma quantidade muito boa de acesso em tão pouco tempo de atividade.

Boa tarde e bom domingo!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resenha - Shampoo e condicionador Extra Rich - Lifetex da Wella Professionals

Nesses últimos dias, na verdade de ontem pra hoje, fiz umas aquisições bem felizes - uma máscara reconstrutora da Altamoda, um defrizante oil free pós progressiva da Vizcaya (que ganharão postagens futuramente) e o motivo da resenha - o shampoo e condicionador Extra Rich - Lifetex da Wella Professionals... e ainda comprei My Fair Lady e Matilda nas Lojas Americanas, mas não vem ao caso.

Nunca havia usado nada da Wella, mas fiquei tentado depois que uma colega do curso no Senac havia elogiado as linhas de tratamento. Ela até disse que era melhores que as da L'oreal. Na mesma hora meu verme despertou. Eu já não me dou muito bem com os produtos da L'oreal, apenas gosto dos shampoos, ampolas e seruns - condicionadores e máscaras são um lixo (MINHA OPINIÃO!!!).

Como estava querendo já havia um tempinho uma duplinha nova, resolvi dar um pulo no Centro de Fortaleza, onde os camelôs vendem até órgãos humanos, e tentar achar algo interessante. Confesso que minha intenção era comprar algo da Matrix, marca que simpatizo mesmo sendo dos laboratórios L'oreal. Acabei me deparando an Helga com os produtos da Wella Professionals e como os preços estavam parecidos, resolvi levar. Estava morrendo de medo de não gostar. A fórmula do shampoo possui cloreto de sódio (o sal de cozinha) e soda cáustica (hidróxido de sódio) - porque desgraça pouca é bobagem.

Quero abrir parênteses para falar do sal - ele é usado no shampoo como espessante. Não existe shampoo sem sal, o que existe é shampoo sem cloreto de sódio, pois mesmo não possuindo este, ele possuirá outro tipo de sal. O sal não chega a ser danoso nas concentrações encontradas nos shampoos, em compensação eu evito, pq ele deixa resíduos no fio. Quanto ao hidróxido de sódio (também conhecido como Diabo Verde), ele é usado para regularizar o ph do produto, eu só acho que existem ativos mais refinados para este fim. O condicionador não possui parafina líquida! =D A linha é rica em proteína hidrolisada de amêndoas doces, óleo de damasco, pantenol e vitamina E.

Ao chegar em casa eu fui correndo lavar o cabelo e saber se o bagulho era dos bons. Bem, o shampoo não é tãããããão emoliente quanto o Absolut Repair da L'oreal, mas não resseca nada, ao contrário - ele remove só a sujeira e deixa o fio bem molinho. Tem um bom poder adstrigente.

Quanto ao condicionador... minha nossa senhora! Ele é ABSURDASTICAMENTE hidratante. Dá de 10 a 0 no condicionador Absolut Repair. Quando vc passa já sente o efeito emoliente, o fio fica beeeeeem molinho. Depois de seco, o cabelo está com MUITO brilho, muito macio e sem frizz. Ele ajuda a dar uma reduzida no volume também, mesmo não sendo a proposta da linha.

O melhor é que a marca é baratinha entre as linhas profissionais, paguei R$35,00 e R$45,00 no shampoo e condicionador, respectivamente. Como tinha 5% de desconto a vista, saiu a dupla por R$76,00.Fica a dica para quem mora em Fortaleza ir na Helga e esvaziar a prateleira.

Talvez amanhã mesmo eu poste algo sobre a máscara da Altamoda e o defrizante MARAVILHOSO da Vizcaya, uma daquelas dicas de bom e barato.

Boa noite!